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29/01/2021

Juntas diz que teve razão antes de tempo sobre aumento da violência doméstica no confinamento.



O movimento Juntas alerta para os dados que indiciam o aumento de ocorrências de violência doméstica em tempo de pandemia.

Os confinamentos coincidem com o aumento de casos.

“Infelizmente, as nossas preocupações sobre os efeitos das medidas de confinamento na violência doméstica concretizaram-se.” declara o movimento que logo na primeira vaga tinha alertado para os riscos.

Os números avançados pelo mais recente estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) confirmam que 16% das mulheres auscultadas referem ser vítimas de violência doméstica.

O estudo revela também que a violência doméstica é mais prevalente entre mulheres jovens, menos escolarizadas, com dificuldades económicas e cuja situação laboral foi prejudicada pelas consequências da pandemia.

A Juntas – Movimento Feminista de Aveiro – chegou a enviar uma carta a todas as autarquias do distrito a pedir informações e a solicitar o reforço de medidas concretas para garantir o combate à violência de género em contexto de confinamento.

“Na altura, considerámos que a convivência com os agressores devido ao confinamento, iria levar a uma diminuição drástica do número de queixas: as famílias passam mais tempo em casa e em situação mais propensa a potenciar fenómenos de violência doméstica e outros abusos previamente existentes. Infelizmente, só obtemos resposta da autarquia de Espinho”.

O movimento defende que é “urgente” assegurar “medidas mais robustas de combate a este flagelo, bem como o reforço dos meios que já existem, tanto ao nível do estado central como ao nível das autarquias”.

Defende ainda respostas adequadas e suficientes de acolhimento de emergência para as vítimas de violência doméstica quando necessário.

“É ainda essencial assegurar uma alteração de paradigma, obrigando os agressores a mudarem de residência e não as vítimas como acontece atualmente. É igualmente importante assegurar que seja estabelecido o quanto antes o estatuto de vítima para crianças em contexto de violência doméstica e o reforço das campanhas de sensibilização e divulgação”.

 

 


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